Cultura e Identidade Surda é tema de palestras na UFMT Araguaia

Projeto de Extensão

Agência Focaia
Redação        
Giulia Sacchetti

Acontece na quarta-feira (26), na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário do Araguaia, (UFMT/CUA) o “I Ciclo de Palestras sobre Cultura e Identidade Surda”. A palestra faz parte do Projeto de Extensão da Professora e Mestranda, Silvia Saraiva de França Calixto.

Segundo a Professora e participante do projeto, Monica Maria da Silva, o objetivo é "divulgar a cultura e a identidade da comunidade surda, desmistificando a ideia socialmente construída do surdo como uma pessoa deficiente", relata.

Silva ainda expõe que a ideia inicial é atender grupos específicos neste primeiro momento, e que a palestra de quarta-feira terá como público-alvo os professores do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) do Campus Araguaia. Posteriormente, pretende-se realizar a palestra com professores dos outros institutos. O evento ocorre na sala 224, das 8h as 11h.

Projeto de Extensão

Agência Focaia
Redação
Giulia Sacchetti

Alunos e professores comemoram os trinta anos do curso de Matemática na UFMT/CUA, Unidade I

Vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário do Araguaia (UFMT/CUA), o projeto de extensão “Fios que entrelaçam saberes: Licenciatura em Matemática, trinta anos de história”, realiza várias atividades em comemoração ao aniversário do curso de Matemática. A coordenação dos trabalhos acadêmicos do grupo é feita pelos professores Admur Severino Pamplona, Márcia Dias de Alencar Lima e Wanderleya Nara Gonçalves Costa.

Os trinta estudantes que estão vinculados aos grupos Programa de Educação Tutorial Matemática (PET), Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e às disciplinas de estágio são parceiros na organização e no desenvolvimento das atividades.

Algumas atividades tiveram início em fevereiro e seguem até novembro, com realização de oficinas de produção de cordel, mesas redondas e palestras.

Para este mês, como explica a professora, doutora e coordenadora do curso de Matemática, Wanderleya Nara Gonçalves Costa, os estudantes da UFMT Araguaia poderão visitar:

Exposição “Tempo e movimento”: exposição de cartazes e de objetos diversos que trazem informações sobre a história dos calendários e dos relógios, além de documentos, materiais didáticos e outros que foram utilizados no Curso de Matemática ao longo de seu funcionamento. A visitação pode ser agendada junto ao grupo PET Matemática Araguaia.

Costa destaca para as atividades de julho também a produção de vídeo documentário que se referem a estudos teóricos e práticos que contam com o auxílio de estudantes do Curso de Jornalismo. É aberto à comunidade acadêmica e ocorre às terças-feiras das 14h às 17h na Sala do PET, Unidade I, na cidade de Pontal do Araguaia

Ganha destaque no período de eventos, para este mês, a preparação de oficinas de ensino de matemática por meio da String Art. Na década de 1960, a String Art foi popularizada como um ofício decorativo, mas ela foi criada por Mary Everest Boole (Inglaterra, 1832-1916) para incentivar a exploração e a aprendizagem da matemática de maneira lúdica, por meio da "curva da costura". 

Conforme Costa, O PIBID do curso de Matemática, com participação de estudantes bolsistas, vem resgatando a técnica como possibilidade pedagógica para ensino de vários conceitos. Em agosto está na programação, em conjunto com o PET Matemática, as oficinas para estudantes da Educação Básica. 


Atualmente, participam da comissão organizadora do projeto, doze graduandos. Na organização dos eventos são, ao todo, trinta estudantes - entre bolsistas e voluntários do PET e PIBID e estagiários. O projeto, explica a professora coordenadora Wanderleya Nara Gonçalves Costa, abrange desde calouros até estudantes que concluirão o curso neste semestre. 

Análises Sensoriais
Agência Focaia
Redação
Giulia Sacchetti

Acontece na próxima quarta-feira (26), na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário do Araguaia (UFMT/CUA), uma análise sensorial de néctar de abacaxi, promovida pelo quarto semestre do curso de Engenharia de Alimentos. A análise ocorre no bloco de laboratórios do curso, sala de análise sensorial, com início as 10h e término somente quando atingir cinquenta provadores do produto.

O objetivo dos acadêmicos do curso, segundo a professora responsável pela análise, Luciana Costa Lima, é verificar a aceitabilidade do néctar de abacaxi, que é um tipo de suco já pronto para consumo. Haverá tratamentos que irão misturar outras frutas com o abacaxi para observar qual das formulações é mais aceita pelos voluntários. Por ser uma análise que trabalha com provadores não treinados, o mínimo de participantes é cinquenta.

Para a análise, utiliza-se uma escala que vai de “desgostei extremamente” até “gostei extremamente”. Após a coleta de dados, realiza-se um teste de médias, para verificar qual ou quais tratamentos foram mais aceitos, como destaca Lima.

Codex

Reportagem
Suzana Ataide 
Vanessa Dias


Criado há mais de 15 anos, o Grupo de Teatro “Fazendo Artes” é um projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Câmpus do Araguaia, que conta com a participação de toda a comunidade externa e acadêmica, seja como espectadora ou como atuante. Iniciado como uma ação do programa Biblioteca e Oficina de Literatura e coordenado pela professora Maria Claudino de Brito, do curso de Letras, o projeto atualmente é coordenado pelo professor Adam Luiz Claudino de Brito, do curso de Direito e conta com aproximadamente 30 alunos e uma agenda cheia com propostas para atuar nas escolas municipais, a pedido da Prefeitura de Barra do Garças.

“Quem participa do grupo de teatro vai crescer muito e vai crescer em todos os sentidos, no sentido acadêmico, no pessoal e no interpessoal. Assim, o grupo de teatro tem funcionado muito como um colaborador de crescimento do ser humano, seja enquanto acadêmico, desde enquanto pessoa mesmo”, explica o coordenador.

As peças são criadas pelos alunos que participam do projeto. Cada um coopera de alguma forma e a intenção é deixar os alunos bem à vontade para criar de acordo com as demandas e convites que a equipe recebe que não são poucos. As estudantes Raquel Nabarretye Garcia e Silvana Barros de Oliveira, respectivamente bolsista e voluntária do “Fazendo Artes”, afirmam que o grupo de teatro é muito acolhedor e que conheceram o projeto através de apresentações, o que chamou a atenção delas foi que os próprios alunos do grupo de teatro criavam suas peças. 

“O projeto possibilita conhecer pessoas e pensar que estamos fazendo algo muito bom. Apresentamos em um centro de crianças especiais, então depois as mães e as crianças vieram abraçar a gente, dar beijo e estavam sorrindo é um carinho que você se enche, algo muito compensador”, conta a bolsista, destacando as possibilidades proporcionadas pelo projeto.

Já Silvana de Oliveira vive muitas experiências no grupo e diz que ele é um lugar que acolhe de uma forma incrível “Quando entrei no grupo de teatro estava passando por um momento muito difícil. O grupo de teatro é uma válvula de escape, saía rindo muito, esquecia os problemas. Para quem está passando por um momento ruim na faculdade e está sobrecarregado é meio que aquele cantinho para você descarregar”, observa.

Os ensaios acontecem semanalmente, às quintas-feiras, a partir das 18 horas no bloco do curso de Direito. “Venham participar do projeto, sejam atores, estejam conosco no dia a dia mesmo” convida o coordenador. 

Mais informações podem ser obtidas na página do projeto.

Focaia
Reportagem
Suzana Ataíde


O Coletivo Cores é um grupo receptivo e de interação para toda a comunidade LGBTTAS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros, Assexuados e Simpatizantes). Contribui com ações em prol da igualdade de direitos e defesa dos direitos humanos, buscando promover a conscientização da comunidade interna e externa através de ações efetivas de informação e conscientização visando o desenvolvimento de uma cultura de respeito e complacência frente às diferenças.

Como começou o grupo

O coletivo foi fundado em 20 de abril de 2013 com sede no Campus Universitário do Araguaia, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT/CUA). “No inicio sua formação era maioria de homens gays e apenas uma mulher lésbica. Eu e alguns alunos da UFMT participávamos de movimentos estudantis e sempre víamos boas discussões sobre as vivências LGBT e sempre comentávamos sobre como seria interessante que nosso campus tivesse um coletivo, mas infelizmente sempre com aquela fala de que alguém deveria criar. Animados, após alguns congressos, resolvemos tirar do papel e chamamos amigos assumidamente gays e lésbicas e começamos a discutir o estatuto e como se dariam as reuniões.”, diz Rodolfo Pinheiro Bernardo Lôbo um dos fundadores do grupo.

Uma das formas para dar visibilidade ao grupo e atingir o maior número de pessoas foi à organização de saraus que aconteciam no Porto Baé, ponto turístico da cidade, que envolviam pessoas héteros, LGBTTAS assumidos e não assumidos, pessoas interessadas e dispostas em discussões políticas.

Política de defesa

O grupo tem por objetivo dar apoio à comunidade LGBTTAS da universidade e da comunidade externa. Por meio das reuniões, quando são discutido assuntos de relevância para essa minoria, o debate tratava questões como: Caso de preconceito dentro e fora da universidade, vivencia deles dentro e fora do campus, suicídio, emponderamento e relatos de histórias. "Apesar das discussões serem sérias, o que mais chamava a atenção era o clima descontraído do grupo, a forma como era trabalhado os temas diz", Rodolfo Pinheiro.

O mesmo afirma que ao longo do tempo as conversas passaram a se desenvolver de forma  mais extrovertida e amigável. Pessoas foram convidadas a ajudar nos debates como: Professores da universidade, jovens religiosos e profissionais que vivem dentro dessa realidade LGBTTAS. Logo o grupo foi crescendo ganhando voz e visibilidade dentro da universidade.

Apesar das discussões em torno da causa do grupo, Caio Zacardi um dos participante do grupo,reconhece que atualmente “O Cores está em processo de reestruturação, precisa de membros e de ajuda, falta incentivo da militância universitária, para ampliar o cores". As reuniões continuam sendo abertas para toda comunidade e e são realizadas de acordo com a disponibilidade do grupo.

Cinema documentário

Agência Focaia
Redação

Gabriel Green Fusari

Na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus Araguaia será realizado na próxima terça-feira (18), na sala 224, a mostra do filme documentário “Laerte-se”, uma produção Netflix Originals sobre a vida da cartunista brasileira Laerte Coutinho, apresentado pelo Cineclube Roncador em parceria com o Coletivo LGBT Cores e o GIS (Grupo de estudos e pesquisa em gênero, sexualidade e identidade).

O filme conta a história de transição da artista e sua
aceitação e reflexão de “o que é ser mulher”, depois de 60 anos, se identificando publicamente como um homem. O documentário permite conhecer o seu cotidiano.

Após a apresentação haverá um debate sobre todo assunto abordado no filme, acompanhado de pipoca. Posteriormente a certificação para aqueles que, incluídos no projeto Cineclube Roncador, assistiram no mínimo quatro sessões de cinema.

O filme é dirigido por Lygia Barbosa. Veja Trailer.